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Professora de Nilópolis lança livro com abordagem lúdica do bullying

A professora de língua portuguesa - formada em licenciatura em letras português-literatura – pelo Centro Universitário Uniabeu - Thaciane Rollemberg Ramos, 24 anos, viveu o drama do bullying em uma escola pública, em Belford Roxo. Da amarga experiência, ela quer fazer a diferença para a garotada com o lançamento do livro “Malala, a mosquinha inteligente”, que faz parte da coleção "Ser diferente é inteligente", no dia 18 de novembro de 2016, no campus Nilópolis da Uniabeu, às 19 horas.

A obra, para o público infantil, é uma trilogia que leva nas 14 páginas muito da própria experiência da autora. Segundo Thaciane Rolleberg, a questão do bullyng é abordada de uma maneira lúdica, para que o comportamento destrutivo seja desestimulado na garotada com idade inferior aos dez anos. “A proposta do livro é mostrar para a criança que não devemos nos prender a estereótipos. A essência de cada um é o mais importante. Jamais devemos nos deixar levar pelas aparências”, explica.





De maneira divertida e colorida, os miúdos conhecem e se familiarizam com a história da mosquinha Malala. “Ela é polinizadora e simpática, mas não pode efetuar seu papel na natureza porque as flores do campo só gostam das abelhas. Então, surge a ideia de se pintar de abelha para conquistá-las, mas o plano não dá certo, pois, durante o trabalho, seu corpo se molha de suor e as flores descobrem tudo”, conta a autora.




Nesse momento de tristeza, vem a mensagem positiva para Malala. “As amigas borboleta e abelha ajudam a reverter o quadro de fracasso. No final, as flores pedem desculpas a Malala e ela volta a polinizar feliz”, conta a professora, que sofreu bullying dos 10 aos 15 anos. Rollemberg aborda o tema de uma forma leve e sem citar a palavra bullying no livro. “Apenas oriento a criança para a compreensão do outro”, comenta.

Rollemberg, moradora em Belford Roxo, disse ter sofrido com apelidos pejorativos na infância que ecoam até hoje. “Tive muitos apelidos relacionados à pobreza em que eu vivia. Eu sofri preconceito racial por ser muito pálida. De algumas denominações nunca vou me esquecer. Entre elas: Sem sangue, leite azedo, bichinho de goiaba, Vandinha da família Adams”, recorda com o olhar da superação.




Mas, como diz a letra de “Maria, Maria”, composição de Milton Nascimento e Fernando Brant, “é preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter gana sempre quem traz no corpo uma marca”. E Rollemberg misturou a dor e a alegria. “Sofri, e vi muitos amigos se afastarem de mim por conta de palavras ditas ao vento. Tudo isso acabou depois dos 15 anos. Fiquei mocinha, comecei a me maquiar e tudo foi mudando aos poucos”, avalia Rollemberg.

Hoje, a jovem é escritora, redatora, ilustradora e professora particular de Língua Portuguesa e Literatura. Faz pós-graduação em Educação Inclusiva e Educação Especial, participa de concursos literários e está de lançando seu primeiro livro.



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