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Servidores da Prefeitura de Nilópolis terão Natal magro este ano

Os servidores da Prefeitura de Nilópolis terão um Natal mais magro este ano. Após perder a reeleição, o prefeito Alessandro Calazans, resolveu descontar em quem batalha para manter o funcionamento dos serviços públicos da cidade.

Para quem não lembra, no dia seguinte à derrota, Calazans, exonerou todos os funcionários que não são concursados, medida, que logo em seguida, ganhou alteração, isentando alguns aliados políticos, o restante, foi para a rua mesmo e ficou desempregado.

Não satisfeito em paralisar quase que totalmente os serviços, Calazans cortou gratificações e benefícios dos servidores que restaram, inclusive os concursados, claro, que isso não se estendeu ao grupo de aliados políticos, que continuam a receber os seus vencimentos da mesma forma, sem qualquer redução, inclusive o salário do prefeito que continua polpudo.





Para os servidores que não fazem parte do "grupinho" de Calazans, o Natal vai ser mais magro. Em alguns casos, haverá servidores ganhando menos que um salário mínimo, já que o valor base é R$ 880,00, e com os descontos, o valor líquido, pago aos servidores é menor do que o salário mínimo em vigor no Brasil.

Revoltados, servidores ameaçam paralisar os poucos serviços que ainda funcionam. "Vou parar de trabalhar, já que ele pode tirar o dinheiro da gente, eu também me dou o direito de não trabalhar. O prefeito não tem escrúpulos, não sabe aceitar a derrota, acha que prejudicando o funcionalismo vai estar bem, nós vamos nos lembrar dele e saberemos responder a altura", disse uma servidora que não quis se identificar.




As medidas arbitrárias de Calazans já provocam a paralisação de diversos serviços na cidade. O Cemitério Municipal, a UPA Pediátrica e até mesmo o atendimento no recém-inaugurado Hospital Municipal Juscelino Kubstcheck são exemplos. Nos dois primeiros, estão suspensos e no último, quem procura atendimento, reclama da falta de médicos e profissionais. Nem mesmo os ônibus escolares e as ambulâncias do SAMU, foram poupados, pois faltam motoristas e os que ainda trabalham, reclamam da sobrecarga e das condições de trabalho. Nas ruas, o número de agentes de trânsito também diminuiu e os agentes da Guarda Municipal também pararam de fazer rondas, se concentrando apenas no Calçadão e em alguns prédios da administração pública.





Enfim, é o fim melancólico de um governo que bradava aos quatro ventos que era uma Nova Nilópolis, mas que só conseguiu resgatar no nilopolitano a saudade de uma velha Nilópolis, onde pelo menos os servidores eram mais respeitados.




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