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Extorsão altera ponto final de linha que atende Nilópolis

Pelo menos sete linhas de quatro empresas de ônibus intermunicipais do Rio transferiram, esta semana, os pontos finais do Terminal Américo Fontenelle, na Central do Brasil, no Centro da capital, para a Rua Acre, a cerca de 1,5km de distância. Dentre elas, está a linha 478B (Mesquita x Central), da Viação Vera Cruz, que atende aos moradores dos bairros Nossa Senhora de Fátima, Olinda e Dr. Manoel Reis, além de parte do centro de Nilópolis.

Segundo rodoviários, o motivo da mudança seria uma recusa das viações em pagar um pedágio de cerca de R$ 5 mil mensais imposto por traficantes do Morro da Providência. Como represália, os bandidos estariam destruindo os ônibus de quem não aceita a condição. Pelo menos sete veículos teriam sido depredados na semana passada. O Detro confirmou as denúncias de vandalismo, e informou ter solicitado reforço policial no local para garantir a operação das linhas.

— Soube que (os bandidos) quebraram vários ônibus. Em um deles, não restou nenhum vidro inteiro. Ouvi dizer que estão cobrando das empresas para parar os carros no terminal e as que não pagarem terão veículos depredados, ou ameaçam levar o motorista para cima do morro. Tenho medo. A gente fica indefeso. Lá não tem nenhuma segurança — diz um motorista de ônibus da linha 572, da empresa Mageli.




O Américo Fontenelle, que fica a poucos metros da sede da Secretaria de Segurança e do Comando Militar do Leste (CML), abriga 54 linhas de ônibus de 17 empresas. Pelo local, circulam 3,1 milhões de pessoas por mês.

— As empresas que não estão mais aqui saíram por livre e espontânea pressão — ironizou um despachante, no terminal, apontando para as paradas vazias, apenas com as placas indicando as linhas.




As empresas não confirmam a cobrança. O Sindicato dos Motoristas, porém, diz ter conhecimento dos rumores sobre a extorsão, ainda que não tenha recebido denúncia formal.

— A questão é de segurança pública. A gente não sabe para onde vai. Até em períodos de normalidade o local é área de risco — afirmou Sebastião José da Silva, vice-presidente do Sintraturb.

Fonte: Extra



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