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Lixo jogado nas ruas de Nilópolis cria danos a população e ao meio ambiente

O mau hábito de jogar lixo nas ruas sempre persistiu nas grandes cidades. O problema existe desde o surgimento dos centros urbanos e independe do nível socioeconômico da população.

Pelas ruas se encontra de tudo, desde papeis, guimbas de cigarro, fezes de animais, copos, latas, panfletos e outros. Quanto mais pessoas circulam maior o lixo nas ruas e as consequências para a população e o meio ambiente são graves: os danos causados pelas enchentes vem de bueiros entupidos e anos de conscientização ambiental não foram suficientes para mudar isso.

O problema se espalha por toda cidade. Nos bairros, os moradores despejam lixo doméstico nas esquinas como se fosse a coisa mais normal do mundo, até nas praças os canteiros de plantas são ocupados por todo tipo de resíduo. “O pessoal é porco mesmo, joga tudo no chão, até fralda de bebê”, afirma Jacy Pereira, funcionária de uma lanchonete no Centro de Nilópolis. A quantidade de lixo nas ruas surpreende até os garis, que precisam limpar as ruas várias vezes ao dia. “Nem parece que a gente limpou, porque rapidinho suja tudo”, diz um deles.

O lixo jogado no chão corre o risco de entupir o sistema de drenagem pluvial. Nas ruas a população culpa a falta de lixeiras, apesar de mesmo em locais onde há cestas, pessoas despreocupadas jogam lixo nas praças, no ônibus e nas ruas, sem ao menos se preocuparem em tentar achar o local apropriado para se desfazer do resíduo.






Marta Rocha, coordenadora do programa Limpa Brasil, afirma que o hábito de jogar lixo nas ruas é histórico. “O brasileiro joga lixo na rua há 500 anos, pois tem a rua como um lugar que não lhe pertence” afirma. Em declaração para o Portal Uai, a coordenadora ainda conta que foram tirados 29 sofás do Lago Paranoá em Brasília e em Belo Horizonte mais de 200 caçambas de lixo e entulho nos córregos.






O catador Tião Santos, representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis do Rio de Janeiro, diz que o lixo interfere na marginalização e depredação do próprio local e acredita que a mudança só ocorrerá com educação. “Existe um grande preconceito das pessoas em relação ao lixo. É uma questão de educação que envolve também o engajamento da população na reciclagem”, diz.






Em Nilópolis, a Prefeitura vem fazendo a sua parte. Desde o início de 2017, a Secretaria Municipal de Serviços Públicos vem realizando diversas ações no intuito de limpar e manter as redes de drenagem em condições de escoar as águas da chuva, porém, é necessário que a população também cumpra com a sua parte. O serviço de coleta de lixo domiciliar é feito normalmente e a coleta de entulhos é feita mediante solicitação ao telefone 2692-1511, garante a Prefeitura.



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